Rocha Loureiro

Rocha Loureiro

João Bernardo da Rocha Loureiro, escritor e jornalista nasceu em Gouveia, em 1778, morreu em Lisboa em 1853.

Bacharel em Direito na Universidade de Coimbra, em 1805,

depois de ter feito concurso para professor de Gramática Latina. Em Lisboa serviu como ajudante de advogado. Contudo, lança-se no jornalismo, faceta dominante da sua existência.

As suas campanhas em defesa das ideias liberais, suscitaram-lhe fortes retaliações.

Em 1808, em colaboração com o Pato Moniz, fundou o seu primeiro jornal, Correio da Península ou Novo Telégrafo, de carácter politico e noticioso.

Em 1812 abandona o Pais, na previsão de perseguições politicas. Em Londres, encontra-se com o diplomata José Anselmo Henriques, que então redigia o jornal "O Espelho". Com a saída deste muda-lhe o nome e publica em 1814 "O Português" combatido pelo governo da regência, em Lisboa.

Triunfante a Revolução de 1820, o governo liberal procurou recompensar o denodado jornalista com a nomeação de cronista mor do reino. Não demorou, porém, em Lisboa, pois logo foi nomeado para o cargo de adido à legação em Madrid.

Em 1822 é eleito deputado mas regressa pouco tempo depois a Londres. Recomeça a publicação do "O Português" e as suas campanhas contra o absolutismo.

Em 1835, regressa ao país e reintegra o seu cargo de cronista-mor. Ocupou o seu lugar na câmara em 2-1-1836 e, sempre combativo, tomou parte na Revolução de Setembro, no mesmo ano, saudou com entusiasmo o restabelecimento da Constituição de 1822 e antes de renunciar ao seu mandato de deputado, publica duas cartas abertas a Passos Manuel,18-XI-1836 e 16-I-1937. Fixa residência em Coimbra.

Falho de recursos, emigra para Cádis, e em 1842 publica "O Português" novamente apreendido pelas autoridades locais. De lá parte para Madrid para ser professor dos filhos de um amigo. Em 1851, decrépito deseja apenas voltar à pátria.

O jornal "O Português" é constituído por 16 volumes, com o retrato do jornalista gravado em Londres.

Obra

  • Refutação analítica do folheto que escreveu o R. P. José Agostinho de Macedo e intitulou "Os Sebastianistas", pelos redactores do Correio da Península, Lisboa, 1810;
  • Justa impugnação, Lisboa 1810;
  • Exame critico do novo poema épico intitulado "O Gama", Lisboa, 1811;
  • Exame critico do parecer que deu a comissão especial das Cortes sobre os negócios do Brasil, letter to the Editor of the Globe, Londre 1829;
  • Apêncie à opinião jurídica do sr. Dr. José Ferreira Borges, Londres, 1832; entre outros.